Superar a Síndrome do “Ninho Vazio” através de HC

//Superar a Síndrome do “Ninho Vazio” através de HC
Close-up portrait of older  woman with head resting in palms of hands with sad look on face

São raros os casos em que se está consciente de que se sofre da Síndrome do “Ninho Vazio”. Sem se aperceber da sua origem, normalmente recorre-se a uma terapia com o objectivo de emagrecer ou aumentar a líbido. As queixas mais frequentes são dores de cabeça crónicas, hipertensão, cansaço crónico, choro frequente, discurso constantemente focado na saudade dos filhos, falta de líbido, fome emocional, entre outras.

Ter saudade dos filhos quando saem de casa é normal mas a Síndrome do “Ninho Vazio” vai muito para além disso.

A hipnose clínica, como terapia complementar, tem demonstrado ser eficaz no tratamento deste problema. 

Lisboa, Novembro 2014 – A Síndrome do “Ninho Vazio” não é uma doença física e, como tal, não deve ser considerada uma patologia. No entanto, trata-se de uma sensação de vazio emocional e físico, normalmente sentido pela mãe, com a saída dos filhos de casa. É essa sensação de vazio que pode promover um conjunto de patologias como depressão ou a chamada “falsa depressão”. 

De acordo com Cristina Infante Borges, hipnóloga clínica, “Normalmente quem sofre desta síndrome são mulheres, com cerca de cinquenta anos, que dedicaram toda a sua vida exclusivamente aos filhos e à casa. Como tal, são cada vez mais raros os casos em Portugal e na Europa pois a maioria das mulheres, actualmente, trabalha fora de casa. A esse facto acresce a questão dos filhos se tornarem independentes economicamente, cada vez mais tarde. No entanto, este tema é importante para quem vai ser mãe pela primeira vez., porque ao ter consciência que esta Síndrome existe, no que consiste e qual a sua origem, pode detectar precocemente os sinais, pois quem sofre da Síndrome de “Ninho Vazio”, normalmente, não consegue identificar que sofre desta condição, recorrendo à terapia para resolver outras situações.”

 É considerado normal que os pais possam sentir alguma nostalgia com a saída dos filhos de casa, no entanto, de acordo com a terapeuta: “se cerca de três meses depois da sua saída, sintomas como dor de cabeça crónica, hipertensão, cansaço crónico, discurso viciado em torno dos filhos, e/ou choro constante persistirem, é motivo de preocupação.” 

São muitas as mulheres que se focam e dedicam exclusivamente aos filhos, colocando-se constantemente em segundo plano, como elemento individual, familiar e social. Uns anos depois, o inevitável acontece: os filhos saem de casa – ora por optarem por estudar longe de casa, por decidirem viajar, por decidirem casar ou simplesmente porque decidem ter o seu próprio espaço.

Cristina Infante Borges acrescenta, “há muitos pais que tendem a dramatizar o momento da saída dos filhos exercendo pressão através da transmissão dos seus medos quando, na realidade, estes pais têm medo de perder os seus filhos. E porquê? 

Enquanto o casal se ocupa exclusivamente dos filhos, tem tendência a esquecer-se de si – enquanto casal – levando a que, muitas vezes, a sua vida sexual entre numa rotina e a frequência do desejo vá diminuindo com o tempo.  Como o foco durante anos foram os filhos, com a saída destes, o casal passa a ter mais tempo para a relação. 

Normalmente o homem, nesta fase da sua vida, tende a aproximar-se sexualmente da sua parceira (até porque o pico sexual do homem é entre os cinquenta e sessenta anos). Relativamente à mulher, tende a sentir-se mais retraída – embora passe a ter mais tempo e disponibilidade para dedicar à sua vida sexual, já não tem as características físicas de quando casou e isso constrange-a. 

Se nesta fase da vida, o homem encontra uma oportunidade para se libertar sexualmente e a mulher, por seu lado, se retrai, essa situação pode provocar grande tensão no casal e muitas vezes até situações de infidelidade, levando a mulher a um estado depressivo ou de “falsa depressão”, com o objectivo de chamar a atenção.” 

Perante este contexto, a hipnose clínica trabalha a Síndrome do “Ninho Vazio” actuando em várias vertentes. A hipnóloga clínica clarifica que “A hipnose clínica promove um desvio da atenção, relativamente às preocupações para com a ausência dos filhos e para com as rotinas que, entretanto, deixaram de existir (fazendo com que a mãe se sinta inútil). Esta terapia auxilia a mãe a aumentar a sua auto-estima – enquanto mulher, parceira e elemento social. 

Os E.U.A são o país que mais estudos efectuou nesta matéria. Neste pais, psicólogos e psiquiatras chegam a prescrever, como terapia, a adopção de animais, sobretudo macacos e cães para que as mães se dediquem a cuidar deles. Aliás, a moda de se “embonecar ” os animais domésticos partiu muito desse facto.” 

Quando questionada sobre a duração do tratamento, a hipnóloga clínica explica que“Dependendo do estado do paciente, o acompanhamento psiquiátrico poderá ser necessário e, nesse caso, a hipnose clínica actua como terapia complementar.  A duração do tratamento depende de uma série de factores e do seu grau de complexidade.” 

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