HC na Prevenção e Reabilitação da Vítima de AVC

//HC na Prevenção e Reabilitação da Vítima de AVC
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Como terapia complementar, a hipnose clínica actua a jusante e a montante de um acidente vascular cerebral. Nesta doença neurológica, provocada pela diminuição súbita do aporte de sangue a uma determinada região do cérebro, a hipnose funciona não só na reabilitação mas também como terapia de prevenção. 

Lisboa, Novembro de 2014 – É sabido que o estilo de vida é um dos factores determinantes para a promoção de um AVC. “Se vivermos em constante ansiedade e inibirmos os momentos de relaxamento, tanto físico como mental, podemos (a médio e longo prazo) estar a promover um AVC”. 

A afirmação é de Cristina Infante Borges, hipnóloga clínica que explica como funciona a hipnose clínica na prevenção ou recuperação de um AVC, esclarecendo que“Sendo um estado natural de consciência alterado – diferente do estado de vigília – promovido por um estado de foco e concentração muito grande, que leva o indivíduo a dissociar corpo e mente, a hipnose vai permitir o relaxamento mental necessário para diminuir a ansiedade e, deste modo, prevenir o aparecimento de um AVC. No entanto, a hipnose clínica funciona, igualmente, como terapia para a recuperação física e motivacional da vítima de AVC. Por meio da hetero-sugestão, o paciente entra num estado de relaxamento total, a mente inconsciente eleva-se, gerindo e assimilando cada sugestão ou auto-sugestão, sem as limitações físicas e temporais pré-concebidas ou críticas da mente racional e dedutiva, permitindo-o relaxar os membros atrofiados e trabalhar a recuperação física sem dores musculares, sendo assim possível estimular a amplitude e o tónus muscular.” 

Como tal, é recomendado o recurso à hipnose, em simultâneo com as sessões de fisioterapia, terapia da fala ou outras terapias prescritas. O hipnólogo pode, inclusivamente, deslocar-se ao centro de fisioterapia para induzir o paciente, de forma a poder fazer os exercícios sem dor ou ainda, “gravar” um comando no cérebro do paciente para que, quando ouça as indicações do seu fisioterapeuta, todo o corpo fique relaxado e sem dor, como quando o faz com hipnose. 

A hipnóloga clínica explica que uma das técnicas importantes na terapia é a auto-hipnose pois “Através de auto-hipnose, o paciente aprende ainda a entrar em transe e a criar o seu próprio relaxamento. A sua mente, ao estar tranquila, permitir-lhe-á pensar com mais assertividade e diminuir a ansiedade, condição essencial para que consiga controlar melhor a forma como se vê no mundo que o rodeia, reintegrando-se na sociedade com mais facilidade.” 

Quando questionada sobre qual a interferência da terapia na medicação prescrita pelos médicos, Cristina Infante Borges é clara, afirmando que “Não interfere com a medicação, pelo contrário, pois proporciona uma reabilitação mais rápida e duradoura, activando os efeitos positivos da medicação e anulando os efeitos secundários. Paralelamente, ao promover uma maior motivação para ultrapassar os desafios inerentes à condição do paciente, reduz o risco de depressão proveniente da sensação de dependência das outras pessoas”. 

Finalmente, para que não esteja dependente da disponibilidade do terapeuta (sendo vital que o paciente usufrua do maior número de horas possível de terapia) é dada, ao cuidador, formação básica em hipnose. 

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