A Fibromialgia à Luz da Hipnose Clínica 

// A Fibromialgia à Luz da Hipnose Clínica 
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Lisboa, Novembro 2014 – São cada vez mais os pacientes com fibromialgia que recorrem a uma terapia ainda pouco conhecida em Portugal, a Hipnose Clínica.

O número de pessoas que sofre desta doença, a nível mundial, é significativo. Estima-se que, em todo o mundo, entre 2% a 5% da população adulta sofra de fibromialgia, dependendo dos países. Desta população atingida, entre 80% a 90% serão mulheres entre os 20 e os 50 anos. 

Atrofia muscular, cansaço extremo, falta de força significativa para a execução das tarefas mais banais, acrescida de uma dor fina e contínua, são alguns dos sintomas que caracterizam a fibromialgia. 

De acordo com Dr.ª Cristina Infante Borges, hipnóloga clínica, “A medicina acredita que se trata de uma perturbação dos mecanismos da dor nos fusos neuromusculares, no entanto, através de vários estudos realizados por todo o mundo, a hipnose clínica conclui e destaca a coincidência comparativa de que nos dois anos anteriores ao aparecimento desta doença, normalmente o paciente tem no seu historial clínico, uma depressão profunda, normalmente com origem de uma situação traumática. 

O recurso à hipnose clínica deve ser visto como complemento ao devido acompanhamento dos especialistas competentes para o tratamento desta doença. Trata-se de uma terapia complementar que tem por base considerar que os traumas que as pessoas sofrem ao longo da sua vida são psicossomatizados no seu corpo, promovendo doenças e alterações físicas.” 

Sendo a fibromialgia uma patologia orgânica crónica, que implica gestão da dor e das várias doenças do foro psicológico que podem surgir como resultado do facto do doente não conseguir gerir os sintomas, altamente incapacitantes, a hipnose clínica vai actuar em várias frentes, conforme esclarece Cristina Infante Borges: “Primeiro são retiradas as emoções negativas provenientes de traumas pelos quais o paciente possa ter passado ao longo da sua vida. Posteriormente, o paciente receberá inputs para aumentar a sua auto-estima e aprenderá a abraçar positivamente a sua doença, aprendendo a auto controlar a dor e gerir a força necessária para executar as suas tarefas. Como tal, neste tipo de tratamento, ensinar o paciente a fazer auto-hipnose é um trabalho fundamental para a sua melhoria.” 

Uma vez que se trata de uma doença que tem várias fases, o número de sessões a realizar vai depender muito da postura do paciente face ao tratamento. A hipnóloga clínica acrescenta que“com o auxílio e regularidade diária da técnica de auto-hipnose, o paciente pode reduzir substancialmente o número de sessões. O tratamento inicial demora cerca de dois meses, significando cerca de seis sessões (quatro consecutivas, mais duas com um intervalo de quinze dias). No que diz respeito ao tratamento especificamente para gestão da dor, normalmente é efectuado durante nove dias consecutivos, para que o paciente interiorize a auto-hipnose.”

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